sábado, 30 de maio de 2020

6º ANO - TIPOS DE MAPAS (GEO. - II ATIVIDADE)






Os mapas são instrumentos de comunicação, servem para representar graficamente uma dada área do espaço terrestre. Os mapas e cartogramas não objetivam representar todas as informações presentes na superfície, mas apenas aquilo que o autor deseja demonstrar.

Algumas dicas para entender um mapa

1) Procure a orientação do mapa. A maioria dos mapas é desenhada com o Norte apontando para cima;

2) Entenda a escala do mapa. A escala geralmente está localizada no lado ou embaixo do mapa. Se aparecer algo como 1: 100 000, isso significa que uma unidade no mapa é o equivalente a 100.000 unidades na vida real;

3) Preste atenção à latitude e longitude. Esses valores poderão ser úteis caso você esteja navegando, voando ou viajando longas distâncias;

4) Leia as curvas de nível. As curvas de nível representam o quão alto ou baixo é um terreno. Quando as curvas de nível estão bem próximas, indica que o declive é acentuado; quando elas estão mais afastadas, o declive é suave;

5) Examine a legenda. A maioria dos mapas apresenta uma legenda ou explicação dos símbolos. A maneira que o mapa representa os dados é uma chave para compreender o resto dele.

TIPOS DE MAPAS

Por isso, os mapas podem ser divididos em vários tipos e a sua classificação varia de acordo com o tema tratado. Por esse motivo, dá-se o nome de mapas temáticos.

Mapas físicos: são mapas que representam a superfície física da terra, como as formas de relevo, a hipsometria (as altitudes da terra divididas em cores), a hidrografia, o clima, entre outros. Exemplo de Mapa físico:


Mapas econômicos: são mapas que representam a produção do espaço econômico, isto é, as atividades econômicas de uma determinada área, bem como a distribuição de dados estatísticos, por exemplo: a receita financeira dos estados brasileiros, o índice de População Economicamente Ativa (PEA) de uma região etc.


Mapas demográficos: trata-se da representação espacial das populações, como índices populacionais, taxas de analfabetismo, migrações etc. Abaixo o mapa mostra os estados que possuem a maior proporção de pobres:


Mapas políticos: representam as divisas e fronteiras entre países e/ou entre unidades federativas estabelecidas e consolidadas politicamente.
 
Mapas históricos: são mapas utilizados para representar algum acontecimento em algum período histórico, como as áreas colonizadas no Brasil até o século XVII.


sexta-feira, 29 de maio de 2020

6º ANO - A ARTE NO EGITO ANTIGO ( V ATIVIDADE )


A Arte Egípcia nasceu há mais de 3000 anos a.C. e está ligada à religiosidade, visto que a maior parte das suas estátuas, pinturas, monumentos e obras arquitetônicas se manifesta em temas religiosos.
Assim, o interior dos templos, bem como as peças ou espaços relacionados com o culto dos mortos, eram artisticamente elaborados. Os túmulos são um dos aspectos mais representativos da arte egípcia.
Isso porque os egípcios acreditavam na imortalidade da alma e que ela poderia sofrer eternamente, caso o corpo fosse profanado.
Daí decorre a mumificação e o caráter monumental do local onde as múmias eram colocadas, cujo objetivo estava voltado para protegê-las pela eternidade.

 Pintura Egípcia

O faraó contratava artistas para desenhar e pintar nas paredes das pirâmides, que viriam a ser os seus túmulos. Essas pinturas detalhavam a vida deles e seu entorno, de modo que essa arte registra parte da história do Egito.



Nessa sociedade, a arte era produzida de forma padronizada e não dava espaço para a criatividade.
Dessa maneira, foi realizada uma arte anônima, pois o importante era a perfeita realização das técnicas executadas e não o estilo dos artistas. A dimensão das pessoas e objetos não caracterizava uma relação de proporção e distância, mas sim os níveis hierárquicos daquela sociedade. Assim, o faraó era sempre o maior dentre as figuras representadas numa pintura.


Cores e tintas na Arte do Egito Antigo

As tintas utilizadas nessas pinturas eram extraídas na natureza:
  • Preto (kem): associado à noite e à morte, a cor preta era obtida do carvão de madeira ou de pirolusite (óxido de manganésio do deserto do Sinai).
  • Branco (hedj): extraído do cal ou gesso, o branco simbolizava a pureza e da verdade.
  • Vermelho (decher): representava a energia, o poder e a sexualidade e era encontrado em substâncias ocres.
  • Amarelo (ketj): estava associado à eternidade e era extraído do óxido de ferro hidratado (limonite).
  • Verde (uadj): simboliza a regeneração e a vida e era obtido da malaquite do Sinai.
  • Azul (khesebedj): extraído do carbonato de cobre, o azul estava associado ao rio Nilo e ao céu.

Características da Pintura Egípcia

Existiam muitas normas a serem seguidas na pintura e no baixo-revelo produzidos no Antigo Egito:
  • Ausência de três dimensões;
  • Ausência de sombra;
  • Utilização de cores convencionais.

Lei da Frontalidade

A lei da frontalidade é a característica mais marcante na pintura egípcia. Essa regra determinava que o tronco das pessoas deveria ser representado de frente, enquanto a cabeça, pernas e pés exibidos de perfil. Os olhos também são retratados de frente. Essa maneira de representação cria uma combinação visual lateral e frontal.

8º ANO - INSURREIÇÃO PERNANBUCANA DE 1817 ( HISTORIA - V ATIVIDADE )


 A Revolução Pernambucana de 1817 foi um movimento separatista – o último que ocorreu no período colonial – de caráter republicano que aconteceu na Capitania de Pernambuco. Esse movimento foi liderado pelas elites locais, porém contou com grande adesão popular assim que foi deflagrado. Essa revolta teve como causa direta as mudanças ocasionadas nessa região por causa da transferência da Corte portuguesa para o Brasil em 1808.
ESTADOS PARTICIPANTES DA REVOLUÇÃO PERNANBUCANA


Causas da Revolução Pernambucana

A Revolução Pernambucana de 1817, assim como a Inconfidência Mineira e a Conjuração Baiana, foi um movimento de caráter separatista e republicano que ocorreu no Brasil colonial. A grande diferença desse movimento para os outros dois citados foi que a Revolução Pernambucana conseguiu superar a fase conspiratória e chegou a tomar o poder local por mais de dois meses.
Esse movimento foi motivado pela insatisfação popular com as péssimas condições de vida que existiam nessa época e, principalmente, pela insatisfação das elites locais, cujos interesses conflitavam com os da Coroa portuguesa. Essa tensão foi ampliada com a divulgação dos ideais iluministas nessa região.
A Revolução Pernambucana estava diretamente relacionada com a vinda da Corte portuguesa para o Brasil em 1808. Com esse evento, a vida dos colonos em Pernambuco alterou-se de muitas formas. Primeiramente, houve o aumento de impostos em Pernambuco para manter os luxos da Corte e para financiar as campanhas militares promovidas no sul (Cisplatina).
Essa política da Corte manifestou-se nos impostos criados sobre a produção de algodão local. Além disso, cobrava-se da população do Recife uma taxa sobre a iluminação pública da cidade do Rio de Janeiro. Esse aumento na carga de impostos gerou grande descontentamento, principalmente porque a economia local estava em crise decorrente da redução na produção do açúcar e do algodão – principais produtos da economia local.
Além disso, D. João VI nomeou vários portugueses, que haviam mudado para o Brasil junto com ele em 1808, para cargos administrativos importantes de Pernambuco e também para funções no exército. Isso também desagradou às elites locais, que se viram prejudicadas com essas ações em favor dos portugueses.
A existência de grande desigualdade social também foi algo importante, pois a insatisfação causada ajudou a mobilizar as camadas populares. Por fim, a difusão dos ideais iluministas, que deu base ideológica ao movimento, foi propiciada por uma loja maçônica, o Areópago de Itambé, e pelo Seminário de Olinda.
O movimento contou com as elites locais, compostas por grandes comerciantes e alguns grandes proprietários, e teve adesão também de militares, juízes, pequenos comerciantes, artesãos e muitos padres. A grande adesão de padres ao movimento, inclusive, fez com que essa rebelião também ficasse conhecida como Revolução dos Padres.
Além disso, a região de Pernambuco tinha um grande histórico de rebeliões, como a Insurreição Pernambucana e a Guerra dos Mascates. No começo do século XIX, a insatisfação local motivou ainda outro movimento contra a Coroa, conhecido como Conspiração dos Suassunas, porém, após ser denunciado, foi desmontado em 1801.

Início da Revolução Pernambucana

A Revolução Pernambucana teve início, de fato, em 6 de março de 1817, quando o brigadeiro português Manoel Joaquim Barbosa de Castro foi assassinado ao realizar ordem do governador local de prender supostos envolvidos em uma conspiração. Esse assassinato foi cometido pelo capitão José de Barros Lima, que reagiu à voz de prisão realizada pelo brigadeiro.
Em seguida, essa rebelião espalhou-se por toda a cidade de Recife, o que forçou o governador local a abrigar-se no Forte do Brum. Logo depois, esse mesmo governador, Caetano Pinto de Miranda Montenegro, fugiu para a capital Rio de Janeiro. Os rebeldes, vitoriosos, implantaram um Governo Provisório que decretava diversas mudanças em Pernambuco.

9º ANO - O QUE É O SOCIALISMO? ( GEOGRAFIA - III ATIVIDADE)



O Socialismo é um sistema político-econômico ou uma linha de pensamento criado no século XIX para confrontar o liberalismo e o capitalismo. A idéia foi desenvolvida a partir da realidade na qual o trabalhador era subordinado naquele momento, como baixos salários, enorme jornada de trabalho entre outras.



Nesse sentido, o socialismo propõe a extinção da propriedade privada dos meios de produção e a tomada do poder por parte do proletariado e controle do Estado e divisão igualitária da renda.

Os precursores dessa corrente de pensamento foram Saint-Simon (1760-1825), Charles Fourier (1772-1837), Louis Blanc (1811-1882) e Robert Owen (1771-1858), conhecidos como criadores do socialismo utópico.

Outros pensadores importantes que se enquadram no socialismo científico são os conhecidos Karl Marx e Friedrich Engels.

Apesar das idéias socialistas terem sido criadas ainda no século XIX, foram somente no século XX colocadas em vigor. O primeiro país a implantar esse regime político foi a Rússia, a partir de 1917, quando ocorreu a Revolução Russa, momento em que o governo monarquista foi retirado do poder e instaurado o socialismo. Após a Segunda Guerra Mundial, esse regime foi introduzido em países do leste europeu, nesse mesmo momento outras nações aderiram ao socialismo em diferentes lugares do mundo, a China, Cuba, alguns países africanos e outros do sudeste asiático.

Diante de todas as considerações, a seguir os principais aspectos do socialismo que deixam claro a disparidade com o sistema capitalista.

• Socialização dos meios de produção: todas as formas produtivas, como indústrias, fazendas entre outros, passam a pertencer à sociedade e são controladas pelo Estado, não concentrando a riqueza nas mãos de uma minoria.

• Não existem classes, ou seja, existe somente a classe trabalhadora e todos possuem os mesmos rendimentos e oportunidades.

• Economia planificada: corresponde a todo controle dos setores econômicos, dirigidos pelo Estado, determinando os preços, os estoques, salários, regulando o mercado como um todo.

O socialismo que foi desenvolvido no decorrer do século XX e que permanece em alguns países até os dias atuais é conhecido por socialismo real, em outras palavras foi executado de forma prática.

Por outro lado, o socialismo ideal é aquele desenvolvido no século XIX, que pregava uma sociedade sem distinção e igualitária, que acabava com o capitalismo. Os pensadores dessa vertente socialista eram em sua maioria anarquistas.

O principal pensador do socialismo foi Karl Marx, para ele esse regime surgiu a partir do capitalismo e seus meios de produção, tendo seu controle desempenhado pelo proletário, assim como o Estado, que posteriormente seria extinto, dando origem ao comunismo que corresponde a uma sociedade sem governo, polícia, forças armadas entre outros, além de não possuir classes sociais e economia de mercado.

Após o declínio do socialismo, a partir de 1991 com a queda da União Soviética, o sistema perdeu força no mundo, atualmente poucos países são socialistas, é o caso da China, Vietnã, Coréia do Norte e Cuba.

9º ANO - A CRISE DE 1929 – O NEW DEAL (VI ATIVIDADE)






Em 1933, Franklin Delano Roosevelt assumiu o cargo de presidente dos Estados Unidos. Seu mandato não foi nada fácil. O novo presidente havia assumido o poder e herdado, do governo anterior, do então ex-presidente Herbert Hoover, as consequências sociais e econômicas deixadas pela crise capitalista de 1929, ou seja, a quebra da Bolsa de Nova York.

Devido à crise de 1929 que os Estados Unidos da América enfrentavam foi criado o New Deal (novo acordo), com o intuito de o estado intervir na economia, onde este era liberal, ou seja, os norte americanos viviam o chamado liberalismo econômico onde o estado não intervém nas atividades econômicas. Este foi o maior fator para o fim do capitalismo liberal. Influenciado pela teoria econômica de John Maynard Keynes, economista britânico que apontava a necessidade da mediação econômica do Estado para garantir o bem-estar da população, ação que o liberalismo seria incapaz de realizar.

O “novo acordo” foi um conjunto de medidas criado no governo de Franklin Delano Roosevelt (1933-1945), visava tomar medidas econômicas que garantissem o pleno emprego dos trabalhadores. A teoria econômica de John Maynard Keynes Keynes defendia, também, uma redistribuição de lucros para que o poder aquisitivo dos consumidores aumentasse de acordo com o desenvolvimento dos meios de produção. O New Deal abrangia a agricultura, a indústria e a área social. O principal objetivo do New Deal, era criar condições para a diminuição do desemprego, através da articulação de investimentos estatais e privados. Entre as principais medidas estavam:

# Concessão de empréstimos aos fazendeiros arruinados para que pagassem as suas dívidas e reordenassem a produção;
# Controle da produção visando à manutenção dos preços dos produtos;
# Fixação dos preços de produtos básicos, como carvão, petróleo, cereais etc.
# Realização de diversas obras públicas, para a criação de novos empregos, visando os milhões de desempregados.
# Aumento do salário dos empregados;
# Criação de um salário-desemprego para aliviar a situação da miséria dos desempregados;
# Jornada de trabalho de 8 horas;
# Legalização dos sindicatos;
# Erradicação do trabalho infantil;
# Criação da previdência social;

O estimulo à contratação de trabalhadores, buscando uma situação de pleno emprego da população economicamente ativa e as ações de seguridade social estimulariam o consumo da população, aquecendo a produção industrial, agrícola e de serviços em todos os níveis. Além disso, a intermediação dos sindicatos nas negociações das reivindicações tentava evitar violentos conflitos, garantindo a ordem social. Essa perspectiva de atuação econômica via o capitalismo como um modo de produção integrado, no qual o aumento do consumo, principalmente dos trabalhadores, estimularia um desenvolvimento em cadeia de todos os setores econômicos.

As medidas alcançaram êxito, revigorando novamente o capitalismo norte-americano, ao ponto de estudos afirmarem que dez anos após a implantação do New Deal, os EUA se aproximaram dos patamares econômicos em que se encontravam em 1929.

O New Deal influenciou as políticas econômicas na Europa ocidental, no que ficou conhecido como Welfare State, políticas de bem-estar social que proporcionaram o boom econômico do pós-guerra. O Estado garantia uma distribuição menos desigual de renda e criava infraestruturas necessárias a uma vida digna para a maioria da população, investindo em saúde, educação e transporte.

Somente na década de 1970, com as graves crises que assolaram o mundo capitalista, que as medidas keynesianas, como o New Deal, foram sendo substituídas e dando lugar a novas políticas de orientação liberal. Começava a época do neoliberalismo econômico.

Em 1933, Franklin Delano Roosevelt assumiu o cargo de presidente dos Estados Unidos. Seu mandato não foi nada fácil. O novo presidente havia assumido o poder e herdado, do governo anterior, do então ex-presidente Herbert Hoover, as consequências sociais e econômicas deixadas pela crise capitalista de 1929, ou seja, a quebra da Bolsa de Nova York.

ATIVIDADE REMOTA - 9º ANO

01) Faça uma pesquisa sobre o LIBERALISMO ECONÔMICO.




02) O que foi o New Deal?






03) Fale das medidas tomadas pelo New Deal e os resultados.