sábado, 26 de março de 2022

RELATO IMAGINÁRIO DA GUERRA DE TRINCHEIRAS - ALUNO SAMUEL DANTAS - 9º ANO ESCOLA DINARTE MARIZ


Alemanha, 26 de maio de 1916, estamos lutando por nosso país, eu, Jaime Alonso e Helton Kainan. três velhos camaradas que nessa luta acabamos passando muitas dificuldades. Nossa situação é ruim, mas não podemos abandonar nossas posições pois, os franceses tentam avançar a qualquer custo em nossas trincheiras.

Meus pés, mal os sinto, pois nesse espaço estamos vivendo atolados na lama que nos consome como se fosse ácido. Ontem o soldado Jaime levou um tiro na perna esquerda, está manco e mal consegue andar. Além disso está muito febril, provavelmente se trata de uma infecção causada por fezes de ratos misturadas com essa "mistura" de água e outras substâncias que cobrem nossos pés.

   Mais ao norte, o soldado Helton foi atacado com gás mostarda e saiu correndo desesperado sem ver nada, quando percebi os seus gritos pedindo por ajuda, ele já estava preso e com o corpo todo cortado pelos arames farpados. Enquanto isso o soldado Jaime descansava sem nem fazer ideia do que estava acontecendo. Por pouco escapamos! Eu levei um disparo no ombro mais nada que eu não resolva. Estamos vivendo em situação precária e o odor dos cadáveres é insuportável, enquanto dividimos comidas com os ratos e vimos nossos companheiros morrer agonizando e com perfurações por todo corpo.

   A noite já cai, o sol se põe e a lua aparece, mas não conseguimos descansar vivendo esse pesadelo. Wenid Presley, nosso atirador de alto escalão, ao esquentar comidas fora de nossa trincheira, achando que nossos inimigos não estariam acordados, foi alvejado com 5 disparos e morreu na hora. Ao se aproximar do nascer do sol,nosso comandante e Sub tenente Ioran Ernesto começa a organizar uma ofensiva na trincheira inimiga, mas o que os soldados mais temem, é passar pela "terra de ninguém " mas somos soldados patriotas e não existe honra maior do que morrer pela pátria.  Logo depois da meia noite sairemos para ataque, mesmo feridos vamos a luta com a esperança, de um dia voltar pra casa.

Samuel Dantas de Paiva, 14 anos, 9º ano a 2022.

quinta-feira, 24 de março de 2022

RELATO IMAGINÁRIO DA GUERRA DE TRINCHEIRAS - ALUNO GABRIEL LUCAS - 9º ANO ESCOLA DINARTE MARIZ

 

 

Alemanha, 26 de maio de 1916,

 

Querida mãe, mais um dia estou aqui nessas trincheiras, tomando chuva, sol e granizo. E tendo que conviver na sujeira com fezes, lama, ratos, piolhos e muitas outras pestes. Mais uma coisa quero te falar mãe uma hora o outra eu irei voltar.

Estou um pouco machucado, mas acho que não é nada grave por enquanto né, estou com um ferimento na perna. E os dois únicos médicos que tinham aqui, um morreu e o outro está muito ferido, então estou me virando por aqui fazendo alguns corativos e torcendo para que enfim melhore.

Alguns dos soldados estão com uma gripe acompanhada de febre alta e muitas dores, mais isso deve ser por causa das trincheiras podres e sujas. Espero que melhore com um tempo.

O primo João Oliveira também estar ferido, nisso terei que pegar alguns equipamentos. E tentar conseguir comida. A comida aqui não é muito boa, é enlatada e mesmo sentido saudades do seu tempero carinhoso da senhora. A pouco tempo enfaixei a perna do meu primo joao Oliveira e coloquei alguns curativos em seu rosto. E estou indo ajudar marcos Penha que acabou de se ferir.

Então mãe quero que a senhora não se esqueça que eu te amo muito e prometo que eu irei voltar.

Gabriel Lucas da Silva Abrantes, 14 anos– 9º ano a 2022.

RELATO IMAGINÁRIO DA GUERRA DE TRINCHEIRAS - ALUNO JOSÉ ARMANDO - 9º ANO 2022

 


Alemanha, 26 de maio de 1916,

Olá mãe,

Estou mandando esta carta pois não sei se vou ver a senhora novamente, bem sei que prometi voltar para cuidar da senhora mais já perdemos muitos soldados nas trincheiras e eu posso ser o próximo! então estou escrevendo essa carta olhando o pôr do sol pensando na senhora.

Acabei tomando um tiro no braço mais estou bem, no momento estou espirrando um pouco e com frio. Aqui está um horror, os ratos comendo os corpos um cheiro de urina e de fezes somado a um lamaçal por conta das chuvas. Meus pés  estão dormentes e encharcados e um dos meus dedos está sem uma parte da carne acho que foi engolida por um rato.

Estou tendo alucinações com a senhora, a vejo todo dia quando estou no meio do tiroteio, falando no meu ouvido aquela frase que falava quando eu era pequeno: "sempre confie nos seus instintos".

Essa frase já me ajudou muito e sempre me motiva a voltar para casa, para seus abraços e para a sua comida gostosa! Já anoiteceu tenho que ir para meu posto, sabia que eu a amo e vou voltar para senhora.

             

José Armando de Oliveira Sousa- 15 anos – 9º ano a 2022.