Exibição dos trabalhos realizados em sala de aula pelos alunos da Escola Estadual de Tempo Integral GOVERNADOR DINARTE MARIZ em Alexandria-Rn, nas disciplinas de História e Geografia.
segunda-feira, 13 de setembro de 2021
TIPOS DE CLIMAS_6 ANO

O clima é o comportamento e a dinâmica das condições da atmosfera em um dado local, composto por um conjunto de condições meteorológicas que se sucedem e repetem-se ciclicamente ao longo de alguns meses ou anos. Trata-se, portanto, de feições mais ou menos permanentes, diferentemente do tempo atmosférico, que são as condições naturais momentâneas do ar. Portanto, tempo e clima são expressões distintas.
Ao caracterizar o clima de uma determinada região, estabelecemos um panorama sobre o regime anual de chuvas, as estações que se definem localmente, as temperaturas médias e uma série de elementos que marca as suas condições naturais. Por outro lado, quando caracterizamos o tempo desse local, estabelecemos se está chovendo ou se vai chover em um determinado dia, se vai fazer calor ou frio, entre outros aspectos de curto prazo.
Portanto, quando vemos na TV ou observamos na internet a previsão meteorológica da cidade no dia de hoje, estamos diante de uma previsão do tempo. No entanto, se discutimos sobre as condições atmosféricas para o futuro, englobando temas como o aquecimento global e os níveis de chuvas para os próximos 30 anos ou mais, por exemplo, estamos diante de uma previsão climática.
Existem, no mundo, vários tipos de clima. Essa ampla variação está ligada à grande quantidade de fatores que influenciam o clima, como as altitudes, as latitudes, a continentalidade, as correntes marinhas, as massas de ar, entre outros. Assim, cada tipo climático possui características específicas de temperatura, umidade, pressão atmosférica e radiação solar.
OS PRINCIPAIS TIPOS DE CLIMAS:
Os principais tipos de clima do mundo são: Equatorial, Tropical, Temperado, Subtropical, Mediterrâneo, Frio, Frio de Montanha, Polar, Desértico e Semiárido.
O clima mundial é influenciado por diferentes fatores e elementos climáticos, que contribuem para uma grande diversificação climática. Assim, dependendo da região do mundo e dos fatores que a influenciam, a atmosfera terá características totalmente diferentes.
Atualmente, existem diferentes classificações climáticas que definem o clima de acordo com os seus principais elementos: radiação, temperatura, pressão atmosférica, umidade etc. Uma das classificações mais utilizadas é a do geográfo alemão Wladimir Petter Kópen, proposta em 1900 e aperfeiçoada por outros geográfos a partir de então. Essa classificação volta-se, principalmente, para a temperatura e a umidade de cada tipo de clima. De acordo com essa classificação, o planeta possui vários tipos e subtipos de clima, a saber:
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Clima Equatorial: Presente nas zonas tropicais (Amazônia, África e Indonésia), próximas à Linha do Equador. Apresenta temperaturas elevadas, com médias anuais em torno de 25°C, pequena amplitude térmica (diferença entre a maior temperatura registrada e a menor) e muita umidade, com médias pluviométricas superiores a 2.000 milímetros por ano.
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Clima Tropical: Ocorre na maior parte das regiões localizadas entre os trópicos de Capricórnio e de Câncer. Apresenta elevadas temperaturas, com médias anuais em torno de 20ºC, e duas estações bem definidas: uma quente e úmida (verão) e outra mais fria e seca (inverno). A quantidade de umidade varia conforme a sua localização. Regiões tropicais próximas ao litoral, que são influenciadas pela maritimidade, são mais úmidas do que as regiões localizadas no interior do continente, que são influenciadas pela continentalidade. Assim, as médias de pluviosidade variam entre 1.000 e 2.000 por ano e dependem da região em que se encontram. Em virtude dessa variação de umidade, o clima tropical pode ser dividido em: Clima tropical úmido ou litorâneo e Clima tropical continental ou clima tropical típico. As áreas mais elevadas do clima tropical apresentam temperaturas mais amenas em razão da variação de altitude, o que configura o clima tropical de altitude.

Por possuir um clima tropical, o Brasil é um destino muito atrativo para turistas que querem aproveitar belas praias
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Clima Temperado: Presente em áreas de médias altitudes, é o único tipo de clima que possui as quatro estações bem definidas: Primavera, Verão, Outono e Inverno. Possui temperaturas mais amenas, com médias anuais que variam em torno de 8ºC e 15ºC, e umidade que varia de acordo com a sua localização (quanto mais próximo ao litoral, mais úmido). Esse tipo de clima é dividido em: 1) Clima temperado oceânico - É um clima mais úmido e que apresenta invernos menos rigorosos em virtude da influência da umidade oceânica. Como a água demora mais tempo para se resfriar, ela mantém a temperatura atmosférica por mais tempo, diminuindo, assim, a amplitude térmica entre o verão e o inverno. 2) Clima temperado continental - como não é influenciado pela umidade oceânica, é mais seco e apresenta invernos mais rigorosos.
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Subtropical: Presente em áreas de transição entre o clima tropical e o clima temperado. Apresenta temperaturas mais amenas e grande amplitude térmica anual, com temperaturas negativas no inverno e acima dos 30ºC no verão. As estações do ano, apesar de não serem tão bem definidas como as do clima temperado, já começam a se delinear. As chuvas são bem destribuídas durante o ano e apresentam maior ocorrência durante o verão.
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Mediterrâneo: Ocorre, principalmente, nas regiões próximas ao Mar Mediterrâneo. Aprensenta duas estações bem definidas: verão (quente e seco) e inverno (chuvoso e menos quente). As médias de temperatura assemelham-se muito às do clima tropical, mas a quantidade de chuvas é ligeiramente menor no clima mediterrâneo.
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Frio (subpolar): Presente nas regiões temperadas mais próximas aos polos e apresenta duas estações bem definidas: Verão fresco, com temperaturas em torno de 10º C, e inverno bastante rigoroso, com temperaturas negativas. O índice pluviomético varia entre 100 e 1000 milímetros, sendo comum a precipitação em forma de flocos de neve durante o inverno.
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Frio de Montanha: Ocorre em regiões com grandes cadeias de montanhas, como os Andes, Himalaia, as Montanhas Rochosas e os Alpes. Caracteriza-se pelas baixas altitudes, com uma grande variação de temperatura conforme a altitude (quanto maior a altitude, menor a temperatura), e a presença de neves eternas (que nunca derretem).
- Polar ou Glacial: Ocorre nas zonas polares ou em latitudes muito elevadas, próximas aos polos norte e sul. Apresenta temperaturas baixas durante o ano todo, com médias anuais próximas a -30º C, uma grande variação na duração do dia e da noite e baixa umidade, com um índice pluviométrico de menos de 200 milímetros anuais.

Em áreas de clima polar, predominam as baixas temperaturas e a presença de neve durante o ano todo
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Desértico: Presente tanto em regiões temperadas quanto em regiões tropicais (norte da África, Oriente Médio, oeste dos Estados Unidos, norte do México, litoral do Chile e do Peru, Austrália e noroeste da Índia), geralmente em regiões de depressões. Apresenta uma grande amplitude térmica durante o dia (com temperaturas próximas aos 50ºC durante o dia e temperaturas negativas durante a noite), baixa umidade, chuvas escassas e irregulares e índices pluviométricos inferiores a 250 mm por ano.
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Semiárido: Localiza-se nas bordas dos desertos da América do Norte, América do Sul, Austrália, África e na região Nordeste do Brasil, que, embora não esteja próxima a um deserto, também possui esse tipo de clima em virtude da baixa umidade existente na região. O semiárido caracteriza-se pela presença de altas temperaturas, com médias anuais em torno de 27º C, baixa umidade, chuvas escassas e irregulares e médias pluviométricas que variam em torno de 300 a 800 milímetros por ano.
segunda-feira, 30 de agosto de 2021
OS JESUÍTAS NO BRASIL
A ação dos jesuítas garantiu a expansão do catolicismo ao longo do território brasileiro.
Seguindo atribuições diretas do rei Dom João III, o governador-geral,
Tomé de Sousa, chegou ao Brasil em 1549 trazendo vários padres jesuítas
que deveriam propagar a fé católica. Fundando colégios e missões pelo
litoral e interior do Brasil, os jesuítas passaram a não só tratar da
conversão dos nativos, bem como a administrar as principais instituições
de ensino da época e auxiliar os mais importantes órgãos de
administração e controle da metrópole.
Mesmo salientando o apoio oficial, não podemos deixar de falar dos
conflitos que envolveram os jesuítas e os colonizadores. Nas primeiras
décadas da colonização, a enorme dificuldade para se obter mão de obra
escrava africana motivou vários colonos a buscarem a força de trabalho
compulsória dos índios. Logo de início, os jesuítas se opuseram a tal
prática, já que a transformação dos índios em escravos dificultava
imensamente o trabalho de evangelização.
Na segunda metade do século XVIII, a presença dos jesuítas no Brasil
sofreu um duro golpe. Nessa época, o influente ministro Marquês de
Pombal decidiu que os jesuítas deveriam ser expulsos do Brasil por conta
da grande autonomia política e econômica que conseguiam com a
catequese. A justificativa para tal ação adveio da ocorrência das
Guerras Guaraníticas, onde os padres das missões do sul armaram os
índios contra as autoridades portuguesas em uma sangrenta guerra.
Apesar desse episódio, a herança religiosa dos jesuítas ainda se
encontra manifesta em vários setores da nossa sociedade. Muitas escolas
tradicionais do país, bem como várias instituições de ensino superior
espalhadas nos mais diversos pontos do território brasileiro, ainda são
administradas por setores dirigentes da Igreja Católica. Somente no
século XIX, foi que as escolas laicas passaram a ganhar maior espaço no
cenário educacional brasileiro.
Escravidão no Brasil (INDIGENAS)_8 ano
História do Brasil
A escravidão no Brasil foi responsável pela escravização de milhões de indígenas e africanos e existiu por mais de 300 anos.Escravidão Indígena no Brasil Colonial
A escravidão indígena existe desde os primórdios da colonização portuguesa no Brasil, sobretudo entre os anos de 1540 até 1570. Trata-se de uma alternativa à mão de obra africana durante todo o período do Brasil Colônia.
Desde as primeiras anotações feitas por Pero Vaz de Caminha, os índios são descritos como povos inocentes que iriam se converter sem maiores problemas. A relação entre Estado e Igreja nessa época era próxima, na medida em que ambas empreendiam medidas que colaboravam com seus interesses mútuos. Enquanto os jesuítas tinham apoio na catequização dos nativos, o Estado contava com auxílio clerical na exploração do território e na administração.
Contudo, como os indígenas eram considerados súditos da Coroa portuguesa, escravizá-los era relativamente polêmico. Mesmo assim, isso era legalmente possível e foi prática recorrente até o final do século XVIII.
Principais Causas e Características
No início da colonização, a mão de obra indígena era utilizada na extração do pau-brasil. Era recompensada pelo escambo de alguns objetos, tais como facões e espelhos ou até aguardente.
Posteriormente, os índios passaram a ser capturados e empregados em pequenas lavouras ou na coleta de “drogas do sertão”.
Como os escravos africanos eram caros demais para aqueles que possuíam terra e a demanda por mão de obra somente crescia, a escravidão indígena tornou-se uma alternativa.
Os senhores de engenho passaram a recorrer à escravização de índios por meio de expedições conhecidas como “bandeiras de apresamento”.
Entretanto, impedimentos legais foram surgindo a partir do século XVI. Conforme a lei, o índio somente poderia ser escravizado em situações de “Guerra Justa”, ou seja, quando eram hostis aos colonizadores.
Apenas o Rei poderia decretar uma “Guerra Justa” contra uma tribo, apesar de que Governadores de Capitanias também o tenham feito.
Além disso, outra forma de obter escravos indígenas era comprando os prisioneiros de conflitos entre as tribos nas guerras intertribais, na chamada “compra à corda”.
Não obstante, a mão de obra indígena era muito valorizada na povoação do território ou para ocupar fronteiras. Era utilizada em larga escala em combates, para conter escravos africanos ou para auxiliar os capitães do mato na captura de escravos fugidos.
Por fim, a escravidão indígena foi suplantada pela africana, pois se acreditava que os índios não suportavam o trabalho forçado e acabavam morrendo.
Isso acontecia em decorrência do trabalho pesado ou vítimas de epidemias contraídas do contato com o homem branco, gripe, sarampo e varíola.
Atualmente, sabe-se que os indígenas eram muito rebeldes, mesmo quando eram punidos, além da possibilidade de fugirem para a mata, onde conheciam o território melhor que o colonizador.
Quatro perguntas e respostas para conhecer o Judaísmo (6 ano)

O quipá e a Torá, símbolos religiosos do Judaísmo (Foto: Pixabay)
Com cerca de 4 mil anos, o Judaísmo é a religião monoteísta mais antiga do mundo e a primeira abraâmica. A divisão abrange religiões com origem ou tradição espiritual relacionadas a Abraão (citado no livro do Gênesis) e inclui o Cristianismo e o Islamismo. Ao longo da história, os seguidores da religião foram perseguidos por diferentes regimes políticos: foram escravizados no Egito, tiveram os territórios invadidos pelo Império Romano e estigmatizados pela Igreja Católica e por monarcas europeus durante a Idade Média. No século 20, os judeus foram vítimas de um dos maiores horrores da História: durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), o regime nazista assassinou mais de 6 milhões de judeus durante o Holocausto.
Como, quando, onde e por quem foi fundada?
Em 1800 a.C, Abraão, patriarca hebreu de uma tribo nômade, recebeu uma mensagem de Deus ordenando-o a abandonar politeísmo e a migrar de Ur, na Mesopotâmia, para Canaã (Palestina). Segundo a promessa, seus filhos herdariam a terra e construiriam uma grande nação. Mas durante a jornada, ao passarem pelo Egito, os hebreus foram escravizados. Quase mil anos depois, Moisés recebeu um chamado de Deus para libertar o povo hebreu da escravidão, assim como um conjunto de regras e orientações que hoje constituem a Torá, o conjunto de livros sagrados da religião.
Quais os principais preceitos?
Embora tenha diferentes vertentes, de um modo geral o Judaísmo tem 13 princípios básicos, entre eles o de confiar plenamente que Deus é o primeiro e único criador e guia de todos os seres, não possui propriedades antropomórficas (portanto, não é uma pessoa), é o único a quem é apropriado rezar e ele recompensa aqueles que seguem suas leis. Os seguidores da religião também condenam a idolatria — segundo a mensagem recebida por Moisés, isso os faria serem expulsos de Canaã e dispersos entre as nações, além de torná-los servos de adoradores de ídolos.
Quantos seguidores a religião tem atualmente e onde estão?
Atualmente, há 14 milhões de judeus no mundo, ou 0,2% da população mundial. Cerca da metade reside em Israel, considerada a "terra prometida", e a maioria restante vive nos Estados Unidos, Canadá e Europa.
Qual a maior curiosidade sobre o Judaísmo?
É uma religião bastante familiar: acredita-se que todo judeu é indiretamente um membro da tribo de Judá, patriarca fundador de Israel. Além disso, muitas das tradições da religião se mantêm ao redor da casa e da comunidade. E, assim como em uma família, a religião não é missionária, ou seja, não busca a conversão de novos fiéis. Ao mesmo tempo, um judeu não deixa de ser considerado judeu se não praticar a fé judaica ou adotar outra religião.
terça-feira, 17 de agosto de 2021
Primeiros povos a crer em um único Deus
Os hebreus foram guiados por Abraão para migrarem da Civilização Mesopotâmica em busca de melhores pastagens e de terras mais férteis, se deslocando até a região da Palestina, em Canaã, “a terra prometida”. Também conhecidos como judeus e israelitas, esses povos são seguidores do Monoteísmo, pois acreditam em um único Deus.
500 ANOS DE GENOCÍDIO INDIGENA
A história do genocídio de povos indígenas no Brasil ainda não acabou.
Tudo começou em 1500, com o deslumbramento calculista do colonizador europeu. Entre ele e as riquezas que aquela nova terra prometia, havia, entretanto, um porém. Indivíduos de pele castanha, cabelos escuros e familiaridade absoluta com o meio que os rodeava. Cinco milhões deles.
Primitivos. Atrasados. Selvagens. Imorais. Era assim que os portugueses os viam e, com o aval da Igreja Católica (que cogitou que eles não tinham alma), a matança começou. E mesmo quando a Igreja Católica rapidamente voltou atrás e disse “não, peraí, eles têm alma, sim, só precisam ser ensinados, catequizados, subjugados, dominados, etc”, os portugueses continuaram vendo naqueles seres de olhos amendoados homens que não eram bem homens e mulheres que não eram bem mulheres. E a matança continuou.
Continuou de diferentes formas. Alguns povos, inconformados e rebelados contra a dominação, foram exterminados em massa. Outros foram escravizados e catequizados, exterminados de dentro para fora. Muitos milhares de outros padeceram ao dar de cara com uma infinidade de doenças que seus corpos despreparados nunca tinham encontrado antes.
E existiram ainda os momentos em que as coisas ficaram muito confusas, e tupinambás se aliaram a franceses para derrubar portugueses, que já estavam aliados a tupiniquins, que queriam ajuda para derrubar os tupinambás, e no fim padres tiveram que intervir e negociar tratados de paz que não chegaram a durar nem um ano.
Paz de Iperoig, o primeiro tratado de paz das Américas.
De qualquer forma, os povos indígenas morriam. Morriam a rodo. E quando parecia que os portugueses iam desistir deles para focar na parcela de escravizados africanos que não morria a rodo na travessia do Atlântico, vieram os tais bandeirantes. Os desbravadores sanguinários que forçaram os limites das fronteiras do Brasil com a escravidão e o genocídio implacável de todo e qualquer indígena que atravessasse seu caminho.
E cuja glorificação ainda hoje deveria dar engulhos até no mais orgulhoso patriota.
Mas isso tudo faz muito tempo, tem quem diga. Hoje até comemoramos o dia do índio, uh, uh, uh, uh, uh, uh, penas no cabelo e tudo.
É verdade que muita coisa mudou. A Igreja Católica resolveu que os indígenas tinham alma — os jesuítas defenderam os seus direitos (mas aniquilaram sua cultura, ops!) — os artistas do século XIX os chamaram de “o bom selvagem”, pacíficos, indefesos, incapazes — o que levou o Estado a decidir tutelar a sua existência de cidadão de segunda classe…e assim continuar a ensinar, catequizar, controlar, subjugar, dominar, ops! — reservas indígenas foram criadas… — e tiveram suas fronteiras ignoradas por grileiros, posseiros, fazendeiros, trambiqueiros, assim como todas as legislações já criadas de proteção ao índio desde o longínquo ano de 1549, meio século depois de quando tudo começou.
Muita coisa mudou. Mas muita coisa mudou tão sem rumo e sem vontade e de qualquer jeito que acabou dando a volta completa e chegando no mesmo lugar: nos indígenas morrendo. A rodo. De cinco milhões, restaram setecentos mil.
A marginalização do indígena, o seu status de cidadão de segunda classe, o descaso com a sua existência, os espaços reduzidos a que ele foi confinado; a precariedade a que ele é submetido. Tudo isso contribui consideravelmente para as suas gigantes taxas de mortalidade infantil; de mortes por doenças infecciosas e parasitárias; do seu índice assustador de suicídios…
…(se os povos indígenas do Brasil formassem um país, ele teria a segunda maior taxa de suicídios no mundo);
e dos assassinatos constantes, que prosseguem numa linha contínua desde 1500, configurando um genocídio interminável de mais de quinhentos anos. Durante a ditadura militar, mais de 8 mil foram mortos por estarem no caminho das estradas idealizadas pelo Programa de Integração Nacional, que levaria o “progresso” para os confins da mata amazônica. Os Waimiri-Atroari perderam 75% de sua população em menos de quinze anos. Os Panarás perderam 84%. O número de Parakanãs no Pará caiu pela metade. Sobraram apenas 10% dos Yanomamis do rio Ajarani.
segunda-feira, 9 de agosto de 2021
QUEM FOI CASTRO ALVES? (8º ANO)
Castro Alves é considerado um dos maiores poetas brasileiros. Seus poemas estão entre os mais lidos no país. Grande parte deles se caracteriza pelo espírito humanista e pelo ideal de liberdade. Por sua luta abolicionista, Castro Alves tornou-se conhecido como Poeta dos Escravos e Poeta da Abolição.
Vida curta e intensa
Antônio Frederico de Castro Alves nasceu no dia 14 de março de 1847, em Muritiva, próximo a Curralinho (atual Castro Alves), na Bahia. Quando ele tinha 5 anos de idade, sua família mudou-se para Salvador, onde o menino realizou seus primeiros estudos. A vocação para a literatura manifestou-se desde cedo.
Castro Alves viveu na época em que as ideias do abolicionismo tomavam força. Ciente de seu papel social como poeta, tornou-se um grande defensor do fim da escravidão e aproximou-se de políticos que se opunham ao regime escravista, como Joaquim Nabuco e Rui Barbosa. Ele participou também das agitações políticas durante a Guerra do Paraguai (1864–70).
O poeta iniciou uma relação amorosa com a atriz portuguesa Eugênia Câmara em 1866. O fim do tumultuado relacionamento, cerca de dois anos mais tarde, deixou-o extremamente triste e abatido. Em 1870, durante uma caçada, o escritor sofreu um ferimento e precisou ter o pé esquerdo amputado.
Os sofrimentos sentimentais e físicos debilitaram a saúde do jovem poeta. Castro Alves morreu de tuberculose em 1871, aos 24 anos de idade, em Salvador.
Poesia libertária
Castro Alves é considerado o principal representante da terceira geração do romantismo no Brasil. O romantismo foi uma corrente literária do século XIX que valorizava as emoções, a sensibilidade e a liberdade criativa.
O único livro que Castro Alves publicou em vida foi Espumas flutuantes, de 1870. Postumamente, foram lançados A cachoeira de Paulo Afonso (1876) e Os escravos (1883), além da coleção Obra completa, de 1960. Seus poemas mais famosos são “Vozes d’África” e “O navio negreiro”. Outros poemas de destaque incluem “O São Francisco”, “A queimada”, “O livro e a América”, “Mocidade e morte”, “Adeus” e “A canção do violeiro”.
Castro Alves é autor também de uma peça de teatro, Gonzaga, ou a Revolução de Minas, escrita em 1867 e publicada em 1875. Ele é o patrono da cadeira número 7 da Academia Brasileira de Letras.











































