Exibição dos trabalhos realizados em sala de aula pelos alunos da Escola Estadual de Tempo Integral GOVERNADOR DINARTE MARIZ em Alexandria-Rn, nas disciplinas de História e Geografia.
Revolução Francesa (em francês:
Révolution française, 1789–1799) foi um período de intensa agitação política e
social na França, que teve um impacto duradouro na história do país e, mais
amplamente, em todo o continente europeu. A monarquia absolutista que tinha
governado a nação durante séculos entrou em colapso em apenas três anos. A
sociedade francesa passou por uma transformação épica, quando privilégios
feudais, aristocráticos e religiosos evaporaram-se sobre um ataque sustentado
de grupos políticos radicais, das massas nas ruas e de camponeses na região
rural do país. Antigos ideais da tradição e da hierarquia de monarcas,
aristocratas e da Igreja Católica foram abruptamente derrubados pelos novos
princípios de Liberté, Égalité, Fraternité (em português: liberdade, igualdade
e fraternidade).
Em meio a uma crise fiscal, o povo
francês estava cada vez mais irritado com a incompetência do rei Luís XVI e com
a indiferença contínua e a decadência da aristocracia do país. Esse
ressentimento, aliado aos cada vez mais populares ideais iluministas,
alimentaram sentimentos radicais e a revolução começou em 1789, com a
convocação dos Estados Gerais em maio. O primeiro ano da revolução foi marcado
pela proclamação, por membros do Terceiro Estado, do Juramento do Jogo da Péla
em junho, pela Tomada da Bastilha em julho, pela aprovação da Declaração dos
Direitos do Homem e do Cidadão em agosto e por uma épica marcha sobre
Versalhes, que obrigou a corte real a voltar para Paris em outubro. Os anos
seguintes foram dominados por lutas entre várias assembleias liberais e de
direita feitas por apoiantes da monarquia no sentido de travar grandes reformas
no país.
As causas da Revolução Francesa
A Revolução Francesa não aconteceu sem
aviso na história da França, tampouco a forma de pensar que norteou os ideais
dos revolucionários surgiu do dia para a noite. Entretanto, nem Luis XVI nem a
Igreja estavam preparados para o que se iniciou em 1789 e se estendeu até o
último ano do século XVIII. Podemos mencionar 4 como sendo as causas principais
da revolução:
01 - O pensamento iluminista;
02 - A influência da Revolução Americana na economia e no imaginário da
França;
03 - A desigualdade entre diferentes grupos sociais;
04 - Uma grande crise econômica que gerou fome e mortes.
Todas essas razões estão ligadas entre
si, mas vamos entender o que foi cada uma.
O Iluminismo e o Século das Luzes
O Século das Luzes, como ficou conhecido
o século XVIII, foi um período com grandes mudanças na forma como as pessoas
por toda a Europa lidavam com o conhecimento, e foi o momento do despertar de
uma das correntes de pensamento mais importantes da história: O Iluminismo.
O Iluminismo surgiu no começo do século,
e teve grande influência sobre os intelectuais e a burguesia daquele período em
toda a Europa. Esse movimento defendia valores do humanismo e da razão,
colocando o ser humano e a busca pelo conhecimento científico como as fontes
das quais deveriam emanar todo o poder e as decisões da sociedade. No
pensamento iluminista, não havia mais espaço para monarcas com poderes
absolutos nem para a crença religiosa como a fonte para justificar estruturas
de poder.
Os ideais iluministas eram disseminados
facilmente por todo o país, com textos circulando por gazetas e folhetins. Essa
corrente de pensamento prosperou entre os intelectuais da Europa desde a
França, com pensadores como Voltaire, Jean-Jacques Rousseau, e Mostesquieu, até
a Itália, Alemanha e Inglaterra, onde viveu John Locke, o “pai do Liberalismo”.
Esses nomes são conhecidos até hoje como baluartes da liberdade e dos direitos
individuais dos cidadãos.
Sem saber o que causava a enfermidade, as pessoas adotavam práticas artesanais inusitadas em busca de uma cura
A peste negra
é como ficou conhecido o surto de peste bubônica que atingiu todo o
continente europeu no período de 1347 a 1353. Acredita-se que essa
doença tenha surgido na Ásia Central, sendo levada por comerciantes
genoveses que estavam na região da Crimeia. Por conta da sua expansão em
um grande território, ela foi considerada uma pandemia.
Os relatos
daqueles que viveram no período da peste contam sobre a quantidade de
mortos que sucumbiram a essa doença e o desespero das pessoas, que
fugiam ou isolavam-se como forma de garantir a sua sobrevivência.
Acredita-se que esse surto possa ter causado a morte de até 50 milhões de pessoas.
População usa máscaras para se proteger da peste negra - Wikimedia Commons
A peste negra foi uma pandemia de peste bubônica, uma doença causada pela bactéria Yersina pestis, que é encontrada em ratos.
Essa bactéria é transmitida para os seres humanos por meio das pulgas
dos ratos, e, quando as pulgas alojam-se em seres humanos, a transmissão
acontece. A partir daí, um ser humano pode contaminar outro por meio
das secreções do corpo e da via respiratória.
Acredita-se que a peste bubônica tenha surgido em alguma região da Ásia Central, muito provavelmente na China. Ao longo da história, já foram registrados surtos dela, como a pestejustiniana, que aconteceu entre 541 e 544 e causou milhares de mortes em Constantinopla, no Império Bizantino.
No contexto do
século XIV, esse surto iniciou-se nas terras do Canato da Horda
Dourada, especificamente em regiões que atualmente correspondem ao sul
da Rússia, tendo contato com os europeus na cidade de Caffa,
localizada na Crimeia. Na década de 1340, essa cidade, que era uma
colônia de Gênova, estava sendo atacada por tropas tártaras que queriam
conquistá-la para o Canato.
Em 1346, os
tártaros conseguiram contaminar Caffa, e a disseminação da doença por lá
fez os genoveses fugirem da cidade. Assim, esses genoveses levaram a doença
por onde passaram, Constantinopla, Sicília, Marselha e Península
Itálica. Entre 1347 e 1348, a doença chegou a essas regiões litorâneas
da Europa e espalhou-se pelo restante do continente.
Hoje a ciência já mostrou que a trágica Peste Negra,
que assombrou a Idade Média, entre os anos de 1346 e 1353, foi causada
por uma bactéria, batizada de Yersinia pestis. Acontece que no século 14
ninguém sabia disso. Então, sem esse conhecimento, como será que as
pessoas da época reagiram frente à peste?
A doença desconhecida
causou muito pânico e mortes, ceifou um terço da população mundial na
época. A febre da peste atingia 41 graus, os vômitos eram
sanguinolentos, e muitas pessoas desenvolviam complicações pulmonares,
enquanto que outros sortudos se curavam de modo espontâneo.
Máscara para peste negra / Crédito: Divulgação
Mas, para a maioria, o sofrimento
foi tanto que isso apareceria de modo muito recorrente em relatos
históricos. Um deles é do poeta Boccaccio, que viveu em Florença, na
Itália. Ele fez a seguinte descrição:
“Em homens e mulheres, [a
Peste Negra] ela se manifesta pela emergência de certos tumores nas
virilhas e axilas, alguns dos quais chegam ao tamanho de uma maçã;
outros, ao de um ovo… Dessas duas regiões do corpo, esses tumores
mortais logo começam a propagar-se e a espalhar-se em todas as
direções”.
Amedrontadas e sem saber o que fazer, as pessoas
recorriam à receitas e crenças sem embasamento científico para aliviar
suas dores. Uma das grandes preocupações era evitar que a enfermidade
evoluísse e que surgissem miasmas (odores extremamente desagradáveis,
considerados na época como uma das principais causas da infecção).
Máscara usada pelos médicos durante a epidemia de Peste Negra / Crédito: Wikimedia Commons
Para
resolver essa questão, a população fabricava grandes chamas, que eram
queimadas em esquinas. Muitas pessoas usavam plantas com troncos
aromáticos e várias essências, como de alecrim, âmbar e almíscar, além
de flores com fragrâncias cheirosas.
Essas essências eram levadas
com as pessoas, que carregavam ervas com elas a todo lugar. Muitos
acreditavam que colocá-las nas janelas de suas casas permitiria bloquear
a poluição do ar — que eles acreditavam ser a causadora da Peste
Negra.
Outra
questão era a dieta. Ninguém comia carne ou figo, considerados alimentos
propícios à doença mortal. Atividades físicas que podiam abrir os poros
e causar o miasma também estavam proibidas. Fazer sexo e tomar banho
estavam entre as tarefas não recomendadas, além não poder tirar sonecas
durante o dia.
Grupo que se flagelava para se castigar pela peste / Crédito: Wikimedia Commons
Ter
pensamentos sobre a morte e a doença também não era algo aconselhável,
por mais inevitável que fosse. Havia uma crença, inclusive, que aquela
situação era um castigo de Deus. Foi isso que acreditava a irmandade
Brotherhood of the Flagellants, que para compensar, se castigava andando
pela Europa a pé e praticando autoflagelação.
Outra
reação inusitada frente à peste foram as vestimentas. Pessoas usavam
máscaras com formas parecidas com bicos de aves, contendo itens
aromáticos. Isso era usado até por profissionais da saúde para se
proteger de qualquer tipo de ar contaminado. Outras medidas também
incluíam fazer os pacientes sangrarem para tirar aquele veneno, que
estaria causando a doença.
Judeus sendo queimados na fogueira / Crédito: Wikimedia Commons
Desconhecendo
as origens biológicas da Peste Negra, as pessoas reagiam também
depositando a culpa em grupos sociais marginalizados, por supostamente
terem trazido a doença à Europa. Alguns documentos do período
incriminavam os judeus pela doença, sendo que alguns deles foram até
queimados vivos.
Nos primeiros séculos, os judeus eram vistos pelos cristãos como
pecadores, porque foram eles que pediram a morte de Cristo. Ao longo da
história ocorreram muitas perseguições e, quase sempre, os judeus eram
obrigados a viver em bairros isolados (comunidades judaicas). Na Alemanha, em
1349, vários judeus foram injustamente acusados de terem causado a Peste
Negra e acabaram por confessar, mediante tortura, que tinham envenenado
poços de água. Esta notícia espalhou-se e dezenas de comunidades
judaicas foram perseguidas.
Outros
perseguidos foram os leprosos e os estrangeiros, que eram acusados de
terem disseminado a Peste Negra. Mas claro, as condições de vida e
higiene nos ambientes urbanos são na verdade as principais causadoras da
epidemia.
Tudo o que existe se situa num tempo e ocupa um espaço. Tempo e espaço são elementos abstratos.
Quando
não podemos perceber um elemento por meio dos nossos sentidos (tato,
visão, audição, paladar e olfato), dizemos que esse elemento é abstrato. Abstrato, portanto, é o contrário de concreto, de visível, de facilmente percebível pelos sentidos.
O que é tempo? Tempo é algo que vivemos, representa o momento, o instante, a época em que algo ocorreu ou existiu, ocorre ou existe, ocorrerá ou existirá.
O que é espaço? Cada coisa ocupa um lugar, uma porção específica do espaço. O espaço, refere-se ao lugar que as coisas ocupam e onde os fatos ocorrem.
Podemos
medir ou descrever um elemento abstrato usando algumas noções de
intensidade ou de distancia. Podemos medir o tempo em segundos, minutos
ou horas, dias, semanas, meses ou anos, décadas, séculos, milênios ou
até milhões ou bilhões de anos.
O espaço pode ser medido pelo seu tamanho em milímetros, centímetros, metros ou quilômetros.
As grandes transformações que ocorreram e ocorrem no universo e no nosso planeta são extremamente lentas.
O tempo das transformações naturais terrestres é chamado tempo geológico, que é a duração das mudanças que ocorrem nas rochas, nos rios, nas montanhas, etc.
O tempo da natureza no universo, nas estrelas, nas galáxias, é chamado de tempo astronômico.
As
transformações na sociedade humana acontecem mais rapidamente, são
realizadas pelo homem. O tempo das transformações humanas, ou o período a
partir do qual encontramos vestígios da expressão de fatos ou coisas
realizados pelo ser humano na superfície da Terra, é denominado de tempo
histórico.
Existem diferentes tipos de espaço como o astronômico e o geográfico.
O espaço astronômico
é onde se encontram os planetas, as estrelas, os cometas, etc. Nesse
espaço as distancias se medem em milhões ou bilhões de quilômetros.
Muitas vezes as distancias são tão grandes que temos de substituir o
quilometro por unidades de medida ainda maior denominada ano-luz
da Terra. É uma distancia tão grande, medida pela velocidade da luz
(300.000 km por segundo) que não é pratico expressá-la em quilômetros.
O espaço geográfico
é o espaço que a sociedade humana ocupa, utiliza e transforma. Pode ser
dividido em urbano e rural, compreende não somente as áreas que
conhecemos e visitamos, mas todos os locais que servem à humanidade.
Tudo
o que existe ou acontece situa-se num tempo e num espaço. Um objeto ou
um acontecimento para serem reais precisam estar situados no tempo e no
espaço. Assim como objetos e acontecimentos, nós, seres humanos,
ocupamos um lugar no espaço e situamo-nos no tempo. A humanidade ocupa
um espaço, que é o espaço geográfico.
Nem todos os seres humanos
vivem e percebem o espaço da mesma forma. Depende da sociedade e da
época. Na Antiguidade, ninguém imaginava que a Terra fosse tão grande e
que houvesse tantos continentes, mares e ilhas. Nem imaginavam que a
Terra fosse redonda e girasse ao redor do Sol.
As diferenças sociais
também influem bastante no espaço de vivência. Assim como existem no
mundo milhões de pessoas sem residência fixa, existem outras que possuem
várias residências.
Os níveis ou dimensões do
espaço para essas pessoas são diferentes, mas sempre há alguma
semelhança. O espaço de vivência do ser humano possui vários níveis ou dimensões.
A menor dimensão do nosso espaço é a nossa casa e a maior é a
superfície terrestre, que se encontra atualmente dividida em países ou
nações.O espaço geográfico, restringe-se portanto ao nosso planeta.
A Primeira Guerra
Mundial começou em julho de 1914, na modalidade de “guerra de
movimento”, isto é, a grande movimentação das tropas de ambos os lados
do conflito (Tríplice Aliança e Tríplice Entente) com vistas à invasão e
ocupação rápida dos territórios inimigos. Porém, esse avanço – que
durou ao longo de praticamente todo o ano de 1914 – começou a ser
refreado em 1915, quando os estrategistas passaram a privilegiar a
defesa das posições conquistadas. Essa fase de defesa das posições ficou
conhecida como “guerra de posição”, mas também levou o epíteto de
“guerra de trincheiras”, já que as trincheiras – que eram longos
corredores de valas cavadas no solo – serviam como “cordões”
demarcadores dessas posições.
O general alemão
Erich von Falkenhayn ficou famoso por ter elaborado definições para a
“guerra de trincheiras”. Segundo ele, o “primeiro princípio da guerra de
posição deve ser o de não ceder nem um centímetro de terreno; e, no
caso de perdê-lo, retomá-lo imediatamente por meio do contra-ataque,
mesmo à custa do último homem”. Isso explica os motivos pelos quais a
guerra tornou-se tão mortífera a partir de 1915. A vida nas trincheiras
era absolutamente extenuante e insalubre para os soldados. Além disso,
os constantes bombardeamentos com balas de canhão, o uso de gases
tóxicos e os vários erros táticos por parte dos dois lados da guerra
provocaram um índice de mortandade muito grande, sobretudo em batalhas
como a de Ypres e de Somme.
As dinâmicas das
batalhas durante a “guerra de trincheiras” obedeciam ao critério do
avanço lento da infantaria – que saía das trincheiras em dia e horário
determinado pelo alto-comando – sobre a chamada “terra de ninguém”, o
espaço interposto entre as duas posições inimigas. Ocorre que os buracos
no solo causados pelos bombardeamentos, a chuva, a neve e os cadáveres
apodrecidos tornavam essas “terras de ninguém” em um cenário de terror.
Por outro lado, na medida em que os soldados avançavam sobre as linhas
inimigas, as metralhadoras automáticas estraçalhavam-nos como papel.
Como narra o historiador Modris Eksteins, em sua obra A Sagração da
Primavera: a Grande Guerra e o nascimento da Era Moderna:
O favo de crateras
da terra de ninguém rapidamente destrói qualquer ordem planejada. Os
homens escorregam e caem. A linha se dispersa. Alguns se levantam e
continuam. Outros não podem. Na lama de Passchendaele, em 1917, alguns
homens se afogam nas imensas crateras que mais parecem bueiros cheios de
lodo proveniente das chuvas, da terra e da decomposição. Alguns só
então começam a ouvir as balas. Outros sentem o fedor, um cheiro
irresistível que emana de cadáveres que o fogo da barragem trouxe à
superfície. Alguns são atingidos. A corrida ao parapeito foi perdida. O
campo está sendo varrido por metralhadoras, tragado pelo fogo dos
morteiros e esquadrinhado pelas balas dos fuzis.
O historiador prossegue, descrevendo a tensão psicológica sentida, individual e coletivamente, pelos soldados:
“Outros homens caem.
Alguns gritam. A maioria está calada. Os feridos raramente sentem dor
no início. Os oficiais tentam manter a coluna unida. Mas esses homens no
limbo da terra de ninguém, estes “errantes entre dois mundos”, nem
precisam de encorajamento, pois isolamento nesta situação significa
medo. Só no grupo existe alguma segurança emocional, algum alívio. Na
verdade, os atacantes tendem a se aglomerar, a formar grupos para obter
proteção mútua”.
Percebemos, assim,
que a “Grande Guerra” foi o sepultamento dos códigos de honra e da
possibilidade de haver sentido e heroísmo nos combates entre nações.
O Imperialismo consiste numa política de expansão e o domínio territorial, cultural e econômico de uma nação sobre outras. A razão básica da colonização era econômica. A Europa tinha vários
países passando pela Revolução Industrial, que necessitavam de
matérias-primas essenciais para a industrialização, tais como carvão,
ferro e petróleo; produtos alimentícios, normalmente carentes na Europa;
mercados consumidores para os excedentes industriais; e locais para o
investimento de capitais disponíveis na Europa, principalmente na
construção de estradas de ferro e exploração de minas.
Em termos
sociais, a colonização era uma válvula de escape para a pressão
demográfica. No plano político, o motivo essencial era a preocupação dos
Estados europeus em aumentar seus contingentes militares.. Essas mesmas nações expandiram significativamente seu
território em direção a outros continentes, sobretudo ao Asiático, ao
Africano e à Oceania. A Inglaterra, por exemplo, integrou grandes países
ao seu Império, como a Índia e a Austrália. Todo esse processo é
conceitualmente tratado pelos historiadores como Imperialismo e Neocolonialismo. Nesse cenário se desencadearam os principais problemas que culminaram no conflito mundial.
Países de potência imperialista com maior porte utilizavam-se de suas
armas para reprimir revoltas que ocorressem em seus domínios coloniais,
já aqueles de menor domínio, se apropriavam de suas armas para expandir
seu processo de colonização. A rivalidade entre tais países baseava-se nisso e a expansão dos arsenais de tais países serviu de cenário para a guerra que veio a ocorrer. Assim, os países da Europa que estavam envolvidos nesse processo compuseram alianças: de um lado estava a Tríplice Entente (Inglaterra, França e Rússia), do outro a Tríplice Aliança (Alemanha, Itália e Imperio Austro-hungaro).
Nesse contexto surge a Paz Armada. Esta, foi a expressão usada para descrever umperíodo da história política da Europa, que antecedeu à Primeira Guerra Mundial, onde havia uma intensa corrida armamentista,
quando o bloco da Tríplice Aliança (formada por Alemanha, Império
Austro-Húngaro e Itália) e a Tríplice Entente (formada pela Rússia,
França e Inglaterra ampliavam sua capacidade bélica). A indústria
bélica aumentou os seus recursos, produzindo novas tecnologias para a
guerra e quase todas as nações europeias adotaram o serviço militar
obrigatório. A Paz Armada (1871-1914) foi muito importante para a
Primeira Guerra Mundial, uma vez que as tensões entre os Estados os
levaram a gastar grande parte de seu capital para investimentos na
indústria do armamento e da promoção do exército, resultando em um
complexo sistema de alianças em que as nações estavam em conflito, sem
estar em guerra, por isso o nome do conflito de Paz Armada.
Feudalismo é o nome dado à forma de organização
econômica e social vivenciada na Europa Centro-Ocidental durante o
período histórico conhecido como Idade Média, entre os
séculos V e XV. O nome é derivado dos feudos (ou vilas), as unidades de
habitação e produção que eram características do período. Essas grandes
propriedades agrárias demonstraram que houve um processo de ruralização
da sociedade que habitava o continente europeu e as ilhas Britânicas,
bem como uma passagem da organização do trabalho pautada no escravismo
para a servidão.
Comparada aos dias de hoje, a sociedade feudal é reconhecida por uma
mobilidade social bastante restrita. Em outras palavras, isso quer dizer
que o indivíduo pertencente a uma determinada ordem acabaria se
mantendo nela até o fim de sua vida. Dividia em três diferentes nichos, a
sociedade dessa época está genericamente repartida entre clero, nobreza
e campesinato.
Do ponto de vista cultural, a estabilidade desse modelo de organização pode ser compreendida através do forte sentimento religioso da época. Segundo a
pesquisa de historiadores do quilate de Georges Duby, a organização
social da Idade Média era encarada como um desígnio divino que deveria
ser passivamente seguido por todos os cristãos. Ir contra as
desigualdades e a exploração dessa época significava afrontar uma
harmonia proveniente dos céus.
O clero ocupava o topo dessa hierarquia social. Entre os fins da
Antiguidade e início da Idade Média, a Igreja estruturou um conjunto de
normas que permitiu a disseminação do cristianismo por todo o mundo
europeu. Além disso, os membros dessa ordem tinham grande influência
entre os grandes proprietários e reis desse período. Ao longo do tempo, a
própria instituição acumulou terras e conhecimento em uma época em que a
leitura e a escrita era privilégio de poucos.
Logo em seguida temos a presença da nobreza, que detinha o controle
sobre os feudos e todo o cenário político da época. Os grandes
proprietários eram integrantes da alta nobreza, reconhecida pelos
títulos de rei, príncipe, arquiduque, duque, marquês e conde. Abaixo
tínhamos a pequena nobreza, sendo composta pelos viscondes, barões e
cavaleiros. Estes últimos eram os mais expressivos representantes das
forças militares que asseguravam a proteção das propriedades.
A maioria da população feudal era composta por camponeses. Eles eram
responsáveis pelo trabalho nas terras e pela produção agrícola. Na
maioria dos casos, os camponeses trabalhavam em regime de servidão e se
submetiam às exigências de um senhor feudal. Vinculados a uma dura
rotina de serviços, muitos camponeses esperavam que a penúria no mundo
terreno fosse recompensada pela salvação de suas almas.
Além desses representantes fundamentais da sociedade medieval, ainda
podemos falar sobre a existência dos vilões e dos escravos. O vilão era
um indivíduo livre que oferecia sua força de trabalho temporariamente a
um senhor feudal. Dessa forma, poderia transitar entre diferentes
propriedades e estava livre dos vínculos servis tradicionais. Já os
escravos eram bastante escassos nessa época e geralmente ficavam
responsáveis pela realização de trabalhos domésticos.
O despotismo esclarecido foi uma forma de governo inspirada em alguns princípios do Iluminismo europeu. O fenômeno ocorreu em certas monarquias da Europa continental, sobretudo a partir da segunda metade do XVIII.
Origem
A
expressão “despotismo esclarecido” foi cunhada pelo historiador alemão
Wilhelm Roscher, em 1847, portanto, não foi contemporânea a tal
política.
O historiador, com este termo, queria explicar uma série
de governos que adotaram vários princípios iluministas como o
racionalismo, os ideais filantrópicos e o progresso.
No entanto,
estes mesmos governos não fizeram nenhuma concessão à limitação do poder
real ou expandiram os direitos políticos para as demais camadas da
população. Por isso, ele é também conhecido por "despotismo benévolo" ou "absolutismo esclarecido".
Despotismo & Iluminismo.
O surgimento das teorias iluministas, conforme sabemos, serviu de base
para a maioria dos argumentos que criticaram a vigência dos regimes
absolutistas europeus. Por conta de suas justificativas religiosas e a
opressão do poder centralizado, o regime monárquico era visto como um
enorme entrave para o desenvolvimento de uma sociedade igualitária e
racional. Dessa forma, podemos chegar ao ponto de acreditar que os
regimes absolutistas tinham completa aversão às teorias do iluminismo.
Apesar de coerente, essa impressão não refletiu certeiramente as
diferenças perceptíveis nas obras de alguns iluministas. Voltaire, por
exemplo, apesar de defender a limitação dos poderes atribuídos ao
Estado, não via com bons olhos a ampliação das instâncias de
participação política da população. Contrário à transformação política
radical, prefere que as monarquias sejam reformadas ao adotarem
princípios de orientação sustentados pela lógica e pela razão.
Não por acaso, essa ideia apontada pelo autor francês trilhou o caminho
pelo qual diversos monarcas da Europa permitiriam a incursão de
assessores e ministros influenciados pelo ideário iluminista. Entre
outras mudanças, as reformas estabelecidas por esses funcionários tinham
como objetivo modernizar o funcionamento do Estado, ampliar o número de
instituições de ensino e possibilitar o desenvolvimento da economia
nacional.
Curiosamente, o despotismo esclarecido parecia fazer uma escolha pontual
das ideias do iluminismo, afastando qualquer tipo de medida que viesse a
ameaçar ou diminuir a autoridade do rei em seu país. Além disso, no
momento em que pregava a expansão das atividades econômicas, o
despotismo esclarecido acabou amenizando as tensões políticas que
pudessem se colocar entre a burguesia e a realeza.
Observado o desenvolvimento de tal tendência na Europa, podemos
compreender que a penetração de valores iluministas nos governos
monárquicos não aconteceu de forma semelhante. Na França, o amplo poder
real e a irredutibilidade mediante as manifestações populares criaram o
ambiente de tensões que desembocou no desenvolvimento da Revolução de
1789. Décadas mais tarde, as outras monarquias ruíram por meio da
inspiração francesa.
Entre os principais governos marcados pelo despotismo esclarecido,
podemos destacar os monarcas Catarina II da Rússia, Dom José II de
Portugal (influenciado pelo ministro Marquês de Pombal), Frederico II da
Prússia, José II da Áustria e Carlos III da Espanha (orientado pelos
conselhos do ministro Conde de Aranda).
A Pré-História
é o período que acompanha a evolução da Terra, do homem e todos os
seres vivos. O estudo da Pré-História permite-nos acompanhar o
desenvolvimento e a evolução dos primeiros hominídeos até o surgimento de ferramentas que possibilitaram o aperfeiçoamento no estilo de vida dos seres humanos.
A Pré-História tem como ponto de partida o surgimento dos primeiros hominídeos e encerra-se quando é desenvolvida a primeira forma de escrita pela humanidade — marco que aconteceu entre 3500 a.C. e 3000 a.C. Esse período é dividido, basicamente, em Paleolítico, Mesolítico e Neolítico.
Um dos grandes marcos da Pré-História é o surgimento do homo sapiens sapiens,
a nossa espécie humana, que apareceu há 300 mil anos AP (Antes do
Presente — unidade temporal definida pela Arqueologia tendo como base o
ano de 1950 d.C.).
Divisão da Pré-História
A
Pré-História é um período da história humana particularmente grande. A
sua nomenclatura e larga duração remetem ao século XIX, quando os
primeiros vestígios da vida humana pré-histórica começaram a ser
encontrados. Isso porque no século XIX existia a noção de que a História
só poderia ser feita por meio de documentos escritos e, assim, todos os
acontecimentos anteriores ao surgimento da escrita ficaram conhecidos
como “Pré-História”. A Pré-História abrange, aproximadamente, um período que se estende de 3 milhões de anos atrás a 3.500 a.C.
PALEOLÍTICO
O período Paleolítico é conhecido também como Idade da Pedra Lascada
e esse nome faz referência aos objetos que eram utilizados pelo homem
para sua sobrevivência, que eram produzidos exatamente de pedra lascada.
Esse período estendeu-se de 3 milhões de anos atrás a 10.000 a.C. e foi subdividido em três fases que são PaleolíticoInferior, Médio e Superior.
Cada um desses períodos possui as suas particularidades e veremos um breve resumo de cada uma delas, começando pelo Paleolítico Inferior.
Esse período começa a ser contado exatamente quando os hominídeos
começaram a ter a habilidade de produzir as primeiras ferramentas para
sua sobrevivência.
Essas ferramentas foram obra do homo habilis e do homo erectus (o primeiro hominídeo a ficar numa posição totalmente ereta). Essa fase estendeu-se de 3 milhões de anos atrás a 250 mil anos atrás.
O Paleolítico Médio compreendeu o período de 250 mil anos atrás a 40.000 a.C. e é caracterizado, principalmente, pela presença do homem de Neandertal.
O homo sapiens já existia nessa época, uma vez que seu surgimento
aconteceu há 300 mil anos. Os estudos arqueológicos mostram que nesse
tempo o estilo de vida do homem tornou-se um pouco mais sofisticado com
novas ferramentas sendo elaboradas e com o uso do fogo sendo mais
difundido.
Por fim, há também o Paleolítico Superior, que foi de 50.000 a.C. a 10.000 a.C.
Nesse período, as ferramentas utilizadas pelo homem passaram a ser
elaboradas em grande diversidade. Eram produzidos pequenos anzóis,
machados, agulhas e até mesmo a arte começou a ser concebida pelo homem.
No caso da arte, o destaque vai para a pinturarupestre, realizada nas paredes das cavernas.
Pintura rupestre realizada na parede de uma caverna localizada na Tailândia.
Abrangendo
os três períodos, resumidamente, o Paleolítico é um período em que o
homem sobrevivia da coleta e da caça, sendo fundamental, no caso da
caça, a elaboração de ferramentas para auxiliá-lo na obtenção do
alimento. Por depender da caça e coleta, o homem era nômade e mudava de lugar quando os recursos do local que estava instalado ficava escasso.
Como a temperatura geral da Terra era mais amena, sobretudo nos períodos de glaciação, o homem vivia nas cavernas
para proteger-se do frio. As ferramentas utilizadas poderiam ser feitas
de ossos, pedras e marfim. No fim do Paleolítico, o ser humano começou a
experimentar as primeiras experiênciasreligiosas, e o desenvolvimento do estilo de vida dos homens fez com que eles desenvolvessem rituaisfunerários, por exemplo.
No mundo houve glaciaçõesintensas. Aconteceu na Europa e em partes da Ásia e estendeu-se, aproximadamente, entre 13.000 a.C. e 9.000 a.C. Esse
período marcou a decadência dos agrupamentos humanos que viviam
exclusivamente da caça em detrimento daqueles que eram caçadores e
coletores. Ficou marcado também pelo desenvolvimentodaolaria (produção de cerâmica) e da técnica para produçãodetecidos. Considera-se o fim desse período o momento em que a agricultura foi desenvolvida.
Em
Sobre os judeus e suas mentiras, líder da Igreja Protestante vocifera
ideologia que foi disseminada por nazistas durante a Segunda Guerra Mundial.
No início de sua carreira, Martinho Lutero
era, aparentemente, solidário em relação à resistência judaica à Igreja
Católica. No entanto, o religioso esperava que os judeus se
convertessem ao movimento protestante. Como eles não fizeram, o monge
agostiniano se voltou violentamente contra o povo.
A raiva e desgosto de uma das figuras centrais da Reforma Protestante
foi registrada no livro Sobre os judeus e suas mentiras, tratado
escrito pelo teólogo em janeiro de 1543. Na escrita, Martinho defende a
perseguição de judeus; a queima de sinagogas e escolas judaicas; a
destruição de bens religiosos; a proibição de rabinos pregarem e o
confisco de dinheiro.
"Esses vermes envenenados e venenosos devem
ser recrutados para trabalhos forçados ou expulsos de uma vez por
todas”. O religioso também parece incitar o assassinato dos judeus aos
escrever: “temos culpa em não matá-los”.
No tratado, Lutero diz que aqueles que aderem ao judaísmo “devem ser
considerados como sujos” e que eles são “cheios de fezes do diabo... que
chafurdam como um porco”. O protestante também afirma que a sinagoga é
um “prostíbulo incorrigível”. Diz o livro nas páginas 34-36:
“Que devemos, pois, fazer, nós cristãos, com esse povo rejeitado e
amaldiçoado dos judeus? [...] Não podemos apagar o inextinguível fogo da
ira divina [...] nem converter os judeus. Com oração e temor a Deus
devemos exercer uma misericórdia afiada, para porventura salvar alguns
das chamas e do braseiro. Nós não devemos nos vingar. Eles já estão com a
vingança ao pescoço, mil vezes pior do que lhes podemos almejar.
Quero, [porém,] dar [às autoridades políticas] meu conselho fiel. Por
conseguinte, não pode nem deve ser para nós cristãos uma brincadeira,
mas matéria de grande seriedade buscarmos conselho contra essa
realidade, a fim de salvarmos nossas almas dos judeus, isto é, do diabo e
da morte eterna. E [o conselho] é este:Primeiro: Que se incendeiem suas sinagogas, e, quem puder, jogue enxofre
e piche. E quem pudesse também lançar fogo infernal, seria igualmente
bom. A fim de que Deus possa ver nossa seriedade e todo o mundo tal
exemplo, de modo que se até agora temos tolerado em ignorância tais
casas (em que os judeus têm blasfemado tão vergonhosamente contra Deus,
nosso querido criador e pai, com seu Filho), agora lhes temos dado sua
recompensa.. Em segundo lugar, suas casas também deveriam ser demolidas e
arrasadas... Em terceiro, que se lhes tomem todos os seus livros — livros de oração, escritos
talmúdicos, também toda a Bíblia —, sem deixar uma folha sequer, e que
sejam preservados para aqueles que se converterem. ... Em quarto, os rabinos deveriam ser proibidos de ensinar,
sob pena de morte... Que lhes seja proibido, sob pena de perderem o corpo e a vida, de
louvar a Deus, dar-lhe graças, orar, ensinar publicamente entre nós e em
nosso país. Podem fazê-lo em seu próprio território ou onde o puderem,
sem que nós cristãos precisemos ouvi-lo ou disso tomar conhecimento.
[...] Que lhes seja proibido pronunciar o nome de Deus em
nossos ouvidos, pois nós não podemos ouvi-lo ou tolerá-lo de boa
consciência. [...] E quem ouvi-lo de parte de algum judeu, denuncie-o à
autoridade ou lhe atire excremento de porco quando o vir, afugentando-o.
Ninguém seja misericordioso ou bondoso nesse particular, pois estão em
jogo a honra de Deus e a salvação de todos nós Em quinto lugar, os passaportes e privilégios de
viagem deveriam ser absolutamente vetados aos judeus... Em sexto, eles
deveriam ser proibidos de praticar a agiotagem [cobrança de juros
extorsivos sobre empréstimos]... Em sétimo lugar, os judeus e judias
jovens e fortes deveriam pôr a mão na debulhadeira, no machado, na
enxada, na pá, na roca e no fuso para ganhar o seu pão no suor do seu
rosto... Deveríamos banir os vis preguiçosos de nossa sociedade ...
Portanto, fora com eles... Resumindo, caros príncipes e nobres que têm
judeus em seus domínios, se este meu conselho não vos serve, encontrai
solução melhor, para que vós e nós possamos nos ver livres dessa
insuportável carga infernal – os judeus."
O próprio Lutero não queimou Judeus vivos, mas algumas de
suas recomendações foram colocadas em práticas pelo regime de Hitler. O regime nazista queimou sinagogas e escolas judaicas, submeteu os
judeus a trabalho forçado e confiscou seus bens e os proibiram de sair
às ruas. Em um exemplo, na noite de 9 para 10 de novembro de 1938 paramilitares
nazistas atacaram sinagogas e estabelecimentos de judeus, passando para a
história como “A Noite dos Cristais” por causa dos estilhaços dos
vidros das janelas e vitrines. Durante
a Segunda Guerra Mundial, cópias do livro foram exibidas pelos alemães
em comícios e reuniões em Nuremberg, e o consenso acadêmico predominante
é que o livro teve um impacto significativo no Holocausto. Julius
Streicher, editor do jornal nazista Der Stürmer, descreve a obra como o
tratado mais radicalmente antissemita já publicado. "Hitler não teria sido possível, sem Martinho Lutero". (maior figura da reforma protestante) declaração publica do Pastor Wilhelm Rehm de Reutlingen em 5 de outubro de 1933.
“Dentre os 17.000 pastores evangélicos da Alemanha, nem 1% se negaram a
apoiar o regime nazista”. (Fonte: History of Christianity, de Paul
Johnson).
“Embora
[Lutero] se rebelasse contra a autoridade religiosa, poderia ser
extremamente intolerante com quem dele discordasse em assuntos
religiosos. Possivelmente foi devido em parte à sua intolerância o fato
de as guerras religiosas terem sido mais ferozes e sangrentas na
Alemanha do que, digamos, na Inglaterra. Além disso Lutero era feroz
antissemita, tendo talvez, a extraordinária virulência de seus escritos
sobre os judeus preparado o caminho para o advento de Hitler na Alemanha
do século 20”, explica o historiador Michael H. Hart.
Lutero foi
considero por Hitler, em seu Mein Kampf, como uma das três principais
figuras da Alemanha — ao lado de Frederico, o Grande, e Richard Wagner.
“Os escritos posteriores de Lutero, atacando os judeus, eram tão
virulentos que os nazistas os citavam frequentemente”, explicam Dennis
Prager e Joseph Telushkin no livro Why the Jews? (Por Que os Judeus?, em
tradução livre).
Em contraponto a essa visão, o teólogo Johannes
Wallmann escreve que o tratado não teve continuidade de influência na
Alemanha e foi de fato amplamente ignorado durante os séculos 18 e 19.
Já Hans Hillerbrand corrobora ao argumentar que focar no papel de Lutero
no desenvolvimento do antissemitismo alemão é subestimar “a mais grande
peculiaridade da história alemã”.
Por fim, é certo explicar que, desde a década de 1980, alguns órgãos
da Igreja Luterana denunciaram formalmente o escrito e buscaram
dissociar o tratado de Lutero sobre os judeus de sua doutrina.
No
60º aniversário de Kristallnacht, a Igreja Luterana da Baviera, que
ocorreu em novembro de 1998, a entidade emitiu uma nota afirmando que “é
imperativo para a Igreja Luterana, que sabe que é endividada ao
trabalho e a tradição de Martinho Lutero, de levar a sério também as
suas declarações antijudaicas, reconhece a sua função teológica, e
reflete nas suas consequências. Temos que nos distanciarmos de cada
[expressão de] antissemitismo na teologia Luterana”.
A mesopotâmia
é uma região de planalto de origem vulcânica localizada no oriente
médio, entre os vales dos rios Tigre e Eufrates, e que hoje é definido
como o território do Iraque. Foi considerada uma sociedade muito organizada e que é conhecida pelas inúmeras cidades–estados. Tais cidades eram muito parecidas com as cidades gregas em termos de independência e autonomia.
Cada cidade-Estado era governada
por um patési, que, além de sumo sacerdote, era o chefe político e
militar. O patesi alegava ser o vice-rei na terra de seu deus, e que ainda estava dentro do limite de seus próprios domínios. No Egito o Faraó era um deus na terra. Na Mesopotâmia, o Patesi representava os deuses na terra.
Na questão religiosa a Mesopotâmia era bastante
diversificada, onde estavam presentes várias crenças e divindades.
Muitas delas podem ser encontradas nas formas mais variadas, podendo ter
sua imagem vinculada a figura humana, ou, como na maioria das vezes,
tinha características relacionadas a elementos da natureza. Podemos citar aqui algumas dessas divindades como Shamash, que era
considerado o deus do sol e da justiça. Anu, considerado senhor dos
céus. Sin, considerado deusa da lua. E Ishtar, considerada deus da
guerra e do amor.
Uma característica importante da religião mesopotâmica é que ela própria tinha característica dualista, onde era possível encontrar
sempre o bom e o ruim, o bem e o mal e buscando sempre tentar
compreender essa relação, utilizavam de métodos não convencionais para
uma religião como a adivinhação, a magia, e a astrologia. A religião mesopotamica também permitia que em diversas cidades de
seu domínio, acreditasse fielmente na vida após a morte e assim
desenvolveram vários ritos funenários. Tinham o costume de enterrarem os
mortos com alguns objetos pessoais dentro da tumba, e uma outra
caracteristica interessante de ser citada é que atraves da própria tumba
onde o falecido foi colocado poderia nos indicar a condição financeira
dele e da família. Ou seja, se o defunto fosse rico, obviamente sua
tumba seria mais requintada do que de um pobre mesopotamico.
A morte
parecia ter uma grande importância nessa cultura, fato que nos levam a
concluir isso é a observação de sua literatura, onde através de narrativas
miticas escritas por eles podemos localizar a sua crença de que os
mortos passavam para um mundo subterrâneo, mostrando a crença na morte
como algo místico. Misticismo que também é muito encontrado na literatura mesopotamica, onde no texto “O mito da criação”
relatam a origem do mundo através de feitos de Marduk, que era uma das
principais divindades mesopotamicas.
A pandemia provocada pelo novo coronavírusé assunto em todo o mundo desde o início de janeiro de 2020, quando os primeiros casos começaram a brotar e se espalhar a partir da China.
Quais as semelhanças entre a Gripe Espanhola e o Coronavírus?
Existem inúmeras semelhanças entre a pandemia de Gripe ocorrida no
início do século XX e a situação que estamos enfrentando atualmente,
apesar dos 100 anos que as separam. Mas para entendermos essas
similaridades, é preciso lembrar o que foi aquele surto.
A pandemia ocorrida em 1918 e 1919, conhecida como “Influenza
Hespanhola”, tem sido considerada uma das mais devastadoras e letais da
história. Esta enfermidade alastrou-se por todas as regiões do planeta e
deixou o maior número de infectados e mortos, se comparada com as
pandemias ocorridas até então. Ela teria vitimado 20 milhões de pessoas
em todo o mundo (mas alguns estudiosos falam em 50 milhões de mortos).
Em relação ao número de doentes, as dificuldades para o cálculo são
ainda maiores e os números, mais assustadores: supõe-se que teriam
adoecido pelo menos 600 milhões de pessoas. Existem várias teorias sobre a origem daquela pandemia. O certo é que
ela foi propagada, e talvez gerada, pela queda dos padrões sanitários e
pelos efeitos da escassez alimentar decorrentes da Primeira Guerra
Mundial (conflito bélico ocorrido entre 1914 e 1918). Como consequência
dessa situação calamitosa, a pandemia de gripe deixou, em alguns meses,
um número maior de mortos do que a própria guerra.
A denominação dada ao surto de 1918 vem do fato de que na Espanha não
era segredo os estragos feitos pela gripe. As notícias sobre a pandemia
eram publicadas livremente pelos jornais, o que dava a impressão de que
lá havia muito mais doentes do que em outras regiões. Outros países
preferiram suavizar o impacto causado pela enfermidade ou até mesmo
censurar a imprensa a respeito do assunto. A ideia de esconder os
estragos da epidemia foi defendida inclusive por instituições de
prestígio como a Royal Academy of Medicine de Londres.
“Espanhola” foi a denominação que chegou ao Brasil. Mas na verdade,
esta enfermidade acabou recebendo inúmeros nomes diferentes. Os países
afetados atribuíam uns aos outros a culpabilidade pela doença. Na
Rússia, a doença recebeu o nome de Febre Siberiana; na Sibéria, Febre
Chinesa; na França, Catarro Espanhol ou Peste da Senhora Espanhola; na
Espanha, foi batizada com o nome de Febre Russa…
Rapidamente, a doença expandiu-se pelo mundo. Provavelmente a rapidez
com que se alastrou, em 1918 e no ano seguinte, deveu-se aos
deslocamentos e contatos de grandes contingentes de tropas naquele
período, devido à guerra e a volta desses soldados para seus países de
origem. Mas também, pelo fato do vírus ser altamente transmissível.
Na época, não faltavam notícias dizendo que a doença havia sido uma
criação dos alemães. Muita gente acreditava que a moléstia era
engarrafada na Alemanha e depois distribuída por seus submarinos, que se
encarregavam de espalhar as ditas garrafas perto das costas dos países
inimigos. Apanhadas nas praias por gente inocente, espalhava-se assim
aquela terrível enfermidade.
A comunidade médica daquele período não conseguiu explicar como uma
moléstia branda e tão familiar pudesse estar matando tanto.
Desconhecia-se seu agente causador e a forma de contágio (as certezas a
respeito de como a gripe é transmitida só vieram à tona na década de
1930). Assim, os médicos puderam fazer pouco para salvar a vida dos
doentes. Tudo era feito na base da experimentação.
Um dos remédios utilizados na tentativa de evitar a doença ou curar
os doentes foi o quinino (medicamento utilizado originalmente para o
combate da malária). Houve uma corrida às farmácias em busca desta
substância, seu preço aumentou assustadoramente e o produto acabou se
esgotando (situação parecida está sendo vivida atualmente em relação à
busca por álcool gel e por máscaras, produtos que não são mais
encontrados no comércio).
Considerada até aquele momento uma doença comum e corriqueira, que
atacava especialmente idosos (chamada na época popularmente de
“limpa-velhos”), a pandemia de 1918 acabou alterando a idade da
população afetada. Morreram principalmente homens adultos, entre 20 e 40
anos (pessoas em idade de participarem do mundo do trabalho), o que
causou surpresa entre a classe médica. As vítimas provavelmente
precisavam sair de casa para trabalhar, e acabavam assim sendo
infectadas.
Quanto ao Covid-19, esse novo vírus também se
alastrou por todas as regiões do planeta e está deixando igualmente um
número muito grande de infectados e mortos. Assim como a Gripe
Espanhola, o Coronavírus está causando pânico, paralização da vida
cotidiana de boa parte do planeta, vem deixando transparecer antigos
problemas sociais e de saúde pública. Esse novo vírus é facilmente
transmissível, assim como a gripe, o que facilita sua rápida
propagação.
Apesar dos 100 anos que as separam, Gripe Espanhola e Coronavírus tem
também em comum a dificuldade dos poderes públicos em lidar com a
quantidade muito grande de óbitos, ao não conseguirem dar um destino
rápido aos corpos das pessoas mortas e ao terem que realizar
sepultamentos em covas coletivas, situações presentes há um século e que
já são observadas novamente nos países mais afetados pela pandemia.
Em relação à idade das pessoas que faleceram em função deste novo
surto pandêmico, é comum a fala de que o coronavírus é mais letal em
pessoas idosas ou que já possuem algum problema de saúde. Entretanto,
também existem inúmeros casos de pessoas jovens e saudáveis que vieram a
óbito por Covid-19. Tenta-se passar a imagem que ele também é um
“limpa-velhos” como a gripe era vista antigamente, mas os dados têm
mostrado que a situação real não é exatamente essa.
Se a Gripe de 1918 foi vista como sendo uma moléstia criada
artificialmente pelos alemães, o mesmo boato foi espalhado em relação ao
coronavírus. Há quem acredite que essa doença seria uma arma biológica,
criada em laboratório ou um vírus propositalmente manipulado. Inúmeros
boatos circularam na imprensa e nas redes sociais justificando tal
teoria. Nos Estados Unidos, há quem acredite que a China foi quem
produziu o vírus. Já os chineses acreditam que poderiam ter sido os
Estados Unidos que levaram o vírus para seu país. Entretanto, os
cientistas confirmaram tratar-se de um vírus que sofreu mutações
naturais, transmitido aos humanos provavelmente a partir de algum animal
na cidade de Wuhan, na China.
Ainda sobre a Gripe Espanhola cabe destacar que, naquela época, as
autoridades brasileiras ouviram com descaso as notícias vindas da
Europa. Acreditava-se que o oceano impediria a chegada da doença ao
Brasil, o que não aconteceu. A doença chegou ao país a bordo do navio
inglês “SS Demerara” (uma espécie de Correios britânicos), no dia 17 de
setembro de 1918. Esse navio chegou com a tripulação contaminada e
passou livremente pelos portos de Recife, Salvador e Rio de Janeiro,
repleto de doentes.
De início, não foram tomadas providências enérgicas para combater a
epidemia, pois o Diretor Geral da Saúde Pública, Carlos Seidl, insistia
que a gripe tinha um caráter benigno (não era a “espanhola” que estava
atacando a Europa, e sim uma “gripezinha”). Seidl julgou que era
desnecessário tomar qualquer medida preventiva contra o mal, mesmo com a
quantidade de óbitos subindo a cada dia.
Conforme a situação foi piorando, os jornais e parte da população da
capital federal passaram a reivindicar o retorno das quarentenas e
isolamentos. Porém, Carlos Seidl insistia que quarentenas e isolamentos
não eram “nem possíveis, nem legais, nem científicos”. Ele pediu a
censura dos jornais, pois acreditava que estes acabavam por incutir
crescente pânico na sociedade e ameaçavam a preservação da ordem
pública. Segundo ele, o sensacionalismo histérico da imprensa estaria
espalhando o pânico de uma epidemia. Em muitas regiões do país, os
jornais foram censurados e proibidos de divulgar determinadas notícias a
respeito da doença (como, por exemplo, o número de infectados e de
mortos).
Conforme a situação foi piorando, Carlos Seidl acabou sendo demitido
do cargo e o sanitarista Carlos Chagas passou a chefiar o combate à
pandemia, mudando o discurso sobre a doença dado pelo governo federal e
tomando medidas mais enérgicas para o combate à enfermidade. Naquele
contexto, a vítima brasileira mais ilustre foi o presidente Rodrigues
Alves, que morreu em janeiro de 1919, antes de assumir o cargo para o
qual havia sido eleito meses antes.
Nos dias atuais, novamente se culpam os meios de comunicação por
espalharem a sensação de pânico entre a população, ao anunciarem o
grande número de vítimas em outros países. Novamente a imprensa é
acusada de ser causadora de uma histeria desnecessária. Além disso, aqui
no Brasil inúmeras pessoas passaram a negar a existência da pandemia.
Muitos afirmaram que era uma mentira da imprensa, que nada daquilo era
verdade.
No dia 24 de março, nosso atual presidente da República deu um
pronunciamento em rede nacional, no mesmo tom usado por Carlos Seidl há
102 anos atrás. Insistiu que o Coronavírus não passaria de uma
“gripezinha”, que alguns governadores estariam equivocados ao decretar
isolamento social, que o pânico gerado pela doença foi fruto do
sensacionalismo da imprensa. Além disso, o presidente pediu que as
pessoas retornassem ao trabalho, voltassem a normalidade assim como as
pessoas que viveram em 1918 tentaram fazer no início daquele surto
epidêmico.
Enfim, as duas pandemias possuem inúmeras semelhanças, mas vale
ressaltar também suas diferenças. Ao contrário da Gripe Espanhola, o
atual surto tem sua origem já estabelecida, suas formas de propagação
bem conhecidos e maneiras de evitar a contaminação. A situação está
gerando uma corrida contra o tempo na busca por um remédio para curar os
doentes e por uma vacina para tentar evitar novos casos. Não há
comparação entre o conhecimento científico de um século atrás e o atual.
Vale destacar aqui o importante papel que a Fundação Oswaldo Cruz vem
desempenhando neste contexto.
Esta instituição centenária já existia na época da epidemia de Gripe.
Ela foi criada em 1900, com o nome de Instituto Soroterápico Federal,
na distante Fazenda de Manguinhos, Rio de Janeiro. Seu intuito original
era fabricar soros e vacinas contra a peste bubônica. Em 1909 mudou seu
nome para Instituto Oswaldo Cruz, em homenagem àquele grande
sanitarista, diretor da instituição. Aos poucos, foi ampliando suas
atividades e seu papel dentro do cenário científico brasileiro.
A atual Fundação Oswaldo Cruz se tornou uma referência em termos de
pesquisa e orientação sobre a pandemia que estamos vivendo. Além disso,
há poucos dias, a Organização Mundial de Saúde oficializou a Fiocruz
como laboratório de referência para o combate ao novo coronavírus nas
Américas. O que significa que a instituição poderá receber amostras do
Covid-19 de outros países da região, para realizar o sequenciamento
genético, localizar mutações e seguir os estudos que possam levar ao
desenvolvimento de uma vacina ou medicamentos. É um título conferido a
poucos laboratórios no mundo.
É claro que o Brasil não brotou do chão como uma planta. O Solo que o Brasil hoje ocupa já existia, o que não existia era o seu território, a porção do espaço sob domínio, poder, soberania de um Estado organizado. O território do Brasil hoje ocupa uma área de 8 514 876 km². Em virtude de sua extensão territorial,
o Brasil é considerado um país continental por ocupar grande parte da
América do Sul. O país se encontra em quinto lugar em tamanho de
território.A população brasileira está
irregularmente distribuída, pois grande parte da população habita na
região litorânea, onde se encontram as maiores cidades do país. Isso
nada mais é do que uma herança histórica, resultado da forma como o
Brasil foi povoado, os primeiros núcleos urbanos surgiram no litoral.
O Brasil nasceu modesto, possuindo apenas 2.800,000 km2, cerca de 35% do território atual. Era a área que cabia a Portugal pela divisão imposta pelo Tratado de Tordesilhas. Em 1580, por falta de um sucessor ao trono de Portugal, Felipe II, neto do rei da Espanha, único na linha sucessória, assumiu o trono. Essa nova relação,permitiu aos portugueses que viviam na colônia atravessar os limites impostos pelo Tratado de Tordesilhas sem muitos problemas. Esse tratado dividia as terras da América do
Sul entre Portugal e Espanha.
O Tratado de
Tordesilhas, assim denominado por ter sido celebrado na povoação castelhana de Tordesillas,
foi assinado em a 7 de Junho de 1494, entre Portugal e Castela (atual Espanha),
definindo a partilha do chamado Novo Mundo entre ambas as Coroas, um ano e meio
após Colombo ter descoberto a América.
Os termos do Tratado: A divisão das terras descobertas e a
descobrir
era estabelecida a partir de um semi-meridiano estabelecido a 370 léguas
(1.770 km) a oeste das ilhas do Cabo Verde, que se situaria hoje a 46°
37' a oeste do Meridiano de
Greenwich.
Os termos do tratado foram ratificados pela
Espanha a 2 de Julho e por Portugal em 5 de Setembro do mesmo ano.De imediato,
os termos do tratado garantiam a Portugal o domínio das águas do Atlântico Sul,
essencial para a manobra náutica então conhecida como volta do mar,
empregada para evitar as correntes marítimas que empurravam para o Norte as
embarcações que navegassem junto à costa sudoeste africana, e permitindo a
ultrapassagem do cabo da Boa Esperança.
Em 1640, Portugal recupera o trono. As terras a oeste do tratado já estavam ocupados pelos portugueses. Em 1750,o Tratado de Tordesilhas deixa de existir. O Brasil colônia possuía uma característica de arquipélago,por ser formado por áreas isoladas ou com contatos muito tênues, onde a troca de mercadorias ou pessoas pouco existia.
No início da colonização, a população de origem europeia e africana ficou restrita ao litoral, desenvolvendo atividades econômicas com características extrativistas. No final do século XVI, os colonizadores começaram o cultivo de cana-de-açúcar e a montagem de engenhos, principalmente no litoral do nordeste. Esta produção era dirigida toda para exportação, por isso a escolha por sítios litorâneos.
A ocupação do interior nordestino se deu através da introdução da pecuária bovina em áreas não propícias ao desenvolvimento da cana-de-açúcar. Nos séculos XVI e XVII, a lavoura canavieira e a criação de gado foram as atividades que contribuíram para a efetivação da ocupação do espaço brasileiro e sua expansão territorial.
No século XVII, a descoberta de minerais provocou o deslocamento do povoamento de forma mais intensa para o interior. Os responsáveis por descobrir os recursos minerais foram os bandeirantes, com suas expedições saindo de São Paulo, sendo estes os responsáveis pela expansão do território brasileiro.